MONSTER LEGACY

Se já viste todos os Jason vs Michael vs Freddy vs Chucky vs Sharknado e queres uma noite mais clássica e erudita, relembramos agora alguns clássicos do cinema de horror.

Entre os anos 30 e 50, o macabro das criaturas e o terror do desconhecido encheram as telas. O público sentia o medo, o campy e por vezes, de gargalhada em gargalhada, sentiam o tremor.

Dracula, Frankenstein, The Mummy, The Invisible Man e The Wolf Man, foram as criaturas que se fizeram ícones até ao nosso tempo.

DRACULA

Tod Browning, adaptou o romance gótico de Bram Stoker, Dracula, em 1931. Com toques expressionistas a enaltecer o olhar hipnótico de Bela Lugosi, Dracula imortalizou-se na linha dúbia e sumptuosa: vídeo -“I never drink…wine”.

Paródias, remakes e uma série de rip-offs dispensáveis, Bela Lugosi é ainda hoje, o vampiro que aguardamos que beba o sangue do queridinho Edward Cullen.

FRANKENSTEIN E THE BRIDE OF FRANKENSTEIN

Com Dracula, a Universal Studios manteve-se atenta e  rapidamente descobriu em Frankenstein de Mary Shelley, o seu próximo sucesso.

James Whale deu a Boris Karloff o papel da confusa criatura, perdida na arrepiante atmosfera. O makeup de Jack Pierce no rosto do actor britânico completou o mito.

Num raro caso onde  a sequela ultrapassou o original, The Bride of Frankenstein de 1935, trouxe humor e maior sensibilidade visual ao universo.

Com mais humanismo e dor, os momentos ternos e de ruptura tornaram-se mais sentidos. Para a história fica a cena em que a Bride encontra o seu futuro marido… onde nem o lado campy ofusca a dor da criatura que só quer ser amada.

THE MUMMY

Mais fantasia romântica do que filme de horror, seguiu-se outro monstro para Boris Karloff: The Mummy.

Boris Karloff é Imhotep, o faraó ressucitado que fica obcecado por uma mulher parecida com o seu antigo amor. Uma vez mais, Karloff e o seu ar solitário conquistam-nos no filme, com uma figura de desejos sinceros e de actos horríveis.

THE INVISIBLE MAN

Em 1933, James Whale pega na obra the H.G.Wells: The Invisible Man e compõe uma criatura diferente. Sofisticada e erudita.

Aí, o charme de Claude Rains dá ares de sua graça, e mesmo com o rosto coberto, mostra a sua amoralidade e confronta as maneiras delicadas da sociedade inglesa.

Um filme que se desliga do lado horror, para se transformar numa comédia de costumes.

THE WOLF MAN

Já nos anos 40, The Wolf Man, criatura licantropa que ergue Lon Chaney Jr. a estrela, foi uma viragem no registo. Baseado em contos populares e lendas, sem o suporte literário por trás, é uma narrativa directa na maldição da besta, mas que não esquece o sub-texto da luxuria e  ostentação.

Fica para a memória a figura imbecil criada por Chaney, que quando se transforma na criatura, é ameaçadora e trágica.

THE CREATURE OF THE BLACK LAGOON

Depois de muitas sequelas e  crossovers, onde até Aboot e Costello foram chamados ao barulho, tardou o surgimento de uma nova criatura.

Foi nos anos 50, que um conto de bela e o monstro, com ficção científica e registo documental, trouxeram novo ícone para o legado dos monstros. Falamos de Creature from the Black lagoon.

O realizador Jack Arnold conta a saga de Gill-man uma criatura metade homem, metade peixe, descoberta por um grupo de arqueólogos.

No encontro a criatura apaixona-se por uma das cientistas. Corny mas com um encanto onírico e de pesadelo, a criatura do lago foi o último grande monstro da Universal.

Charme, morte e encanto nas mãos e mentes poderosas. Foi esse o legado da Universal, que criou figuras incontornáveis na mitologia do horror.

Texto:Daniel Antero Locução:Ágata Serralva


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