Análise Red Dead Redemption 2

Red Dead Redemption 2 | Playstation 4

Howdy Partners, a espera acabou!  Um dos jogos mais aguardados do ano, Red Dead Redemption 2, já cavalga pelas nossas consolas.

Resta agora saber se é um jogo para todos ou se é para apenas alguns Outlaws.

Red Dead Redemption 2 é uma prequela do primeiro Red Dead. Decorre cerca de 10 anos antes de história de John Marston e lida com o declínio do modo de vida dos cowboys e dos outlaws da velha guarda.

O efeito do “american frontier” já se faz sentir, o oeste já não é a promessa divina e os estados já estão ligados tanto por comboios como pela comunicação. Os caçadores de prémios são cada vez menos e os Pinkertons estão cada vez mais organizados.

É pelos olhos do protagonista Arthur Morgan que aprendemos como se jogaram as peças de um dominó, que levaram a um desfecho conhecido: Dutch virou-se contra tudo e todos. É num clima extremamente adverso para este grupo, que Red Dead Redemption 2 brilha. Um open world à séria, com um elemento de risco assumido pela Rockstar: Red Dead Redemption 2 exige tempo.  Leva pessoas de 2018 onde tudo é instantâneo e acessível, para uma época em que as acções requerem…tempo.  Não é um jogo para fazer power gaming e acabar num ápice ou desbloquear uma platina antes de todos os outros. É para ouvir, ver e desbundar tudo o que há para desbundar. Para os amantes do primeiro jogo ou até para os fãs de GTA V, talvez não seja o jogo ideal. É contra-cultura, porque não existem story missions ou side quests…o que é fenomenal.

É um jogo cheio de confiança que irá desafiar a paciência de muitos.  O detalhe dos locais é algo para ter em conta.  Entramos numa cidade e sentimos que está viva, não só pelos diálogos mas pela construção da própria.

Visitarmos Strawberry Town ou uma versão de New Orleans chamada Saint Denis (francês) e vemos que de um dia para o outro se estão a construir casas novas. É um sentimento de realização que tive poucas vezes ao longo de 30 anos de gaming.

Mas não se trata apenas dos locais, mas do que fazemos, como fazemos e porque fazemos.  Alimentar Arthur, tratar do nosso cavalo, limpar armas ou esfolar um animal. Tudo tem a sua beleza, mas também a sua função.  Nada do que disse antes é imperativo, mas se o fizermos, melhoramos as nossas stats. Apesar de Arthur Morgan não ser muito afável, é através dele que conhecemos este western interactivo situado num mundo que atingiu o seu limite, e que vive lentamente os seus últimos dias.  É um sentimento recorrente e por isso cria-se empatia, não com o seu lado violento, mas com a sobrevivência do mais apto dentro do seu grupo, pois todos eles sabem que correm para o precipício, mas sem saber quando lhes vai desaparecer o chão.  Esse mesmo chão que fez dos Estado Unidos a nação que admiramos.

Seja o sonho dos pais fundadores, a guerra norte sul, a emancipação das mulheres, a eterna questão do racismo, ou da américa que se fundou com todos os emigrantes, Red Dead Redemption 2 faz uma fotografia a sépia da época quase perfeita, num open world digno da sua altura.

É uma história que já conhecemos o seu desfecho, mas é da redenção de uma geração que se deixou apanhar pelo tempo, que Red Dead Redemption 2 explora. É uma obra de arte e sem dúvida o melhor western que tive o prazer de ver.

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