Teste “Hey! Pikmin” (Nintendo 3DS)

Neste verão, damos novamente as boas-vindas ao explorador espacial mais azarado de toda a galáxia. Em Hey! Pikmin, Olimar (anagrama de Mario, geddit?!?) não visita a Switch como esperado, preferindo para já se ír “perder” para os lados da 3DS. A Nintendo propõe aqui um título que pretende adaptar o conhecido gameplay da série num jogo de puzzle-plataformas, com níveis mais curtos e pensados para serem jogados na praia ou autocarro, perfeito para esta altura do ano.

Mas será que este título funciona numa portátil adaptando a essência dos jogos anteriores, ou será que a Nintendo deveria ter poupado o esforço e concentrado no tão prometido Pikmin 4 para a Switch? Vamos tentar saber.

Como nos jogos anteriores, Olimar vê-se novamente obrigado a aterrar de emergência num planeta desconhecido depois de ficar sem uma pinga de combustível (sentido de organização e planeamento não é claramente o forte do nosso héroi). É-lhe então revelado que, se quiser saír desta encrenca, deverá encontrar 30´000 unidades de “Sparklium”, o combustível da sua nave.

A “boa notícia”, é que o planeta onde encalhou tem “Sparklium” aos pontapés. A “má notícia”, é que a quantidade que tem de amealhar tem muitos zeros e está em locais pouco acessíveis. Para piorar a situação, Olimar é talvez o héroi menos atlético que alguma vez teve honras de capa de jogo.

Mas o que lhe falta em destreza, o nosso héroi sabe colmatar com o seu patenteado sentido de liderança. Fazendo uso do seu apito, chama a si os Pikmins que encontra espalhados pelos níveis, usando de seguida os poderes especiais que cada variante possui (os amarelos permitem ser atirados mais longe, a variante vermelha é mais pesada e perfeita como arma, etc …).

Com eles dá para resolver puzzles, ultrapassar obstáculos, colectar “Sparklium”, encontrar objectos bónus escondidos (que além de darem muitos pontos, também são uma fonte generosa de combustível) e encontrar a saída do nível. Além da cor dos Pikmins, também a quantidade que vamos conseguindo guardar até ao fim do nível é fundamental para o sucesso, já que há muitas àreas inacessiveis que só dão para desbloquear mediante um número específico de Pikmins.

Se bem que ao início tinhamos dúvidas se o gameplay dos anteriores Pikmin poderia ser adaptado a um jogo de plataformas, a verdade é que todo o gameplay faz com sucesso a transição para a 3DS. Ao substituír o gameplay que mistura “estratégia” & “puzzle”, por um mix de “plataformas” & “puzzle”, os produtores criaram uma variante muito divertida, que mantêm a essência dos títulos anteriores, ao mesmo tempo que adapta a experiência para uma jogabilidade portátil.

Isto traduz-se em níveis mais curtos, que podem ser concluídos mais rapidamente. Mas para compensar isso, os níveis também ganham em profundidade, já que agora temos de os rejogar para conseguir encontrar todos os segredos que têm escondidos, seja uma saída secreta que leva para um nível bónus, ou uma porta selada que necessita de um número indicado de Pikmins para abrir e revelar os seus segredos.

Estamos muito agradados com o jogo. A progressão pelos níveis acontece com uma dificuldade em crescendo, regularmente é introduzida uma novidade que nos mantêm agarrados (como uma variante de Pikmin nova, com poderes novos) e há muito conteúdo espalhado pelos níveis para nos faz voltar a um nível antigo à procura dos tesouros que ficaram por encontrar durante a primeira passagem.

Já não nos perguntamos porquê é que a Nintendo lançou este spinoff, mas sim porquê é que ainda não o tinha feito antes. Ao longo de 40 níveis, espalhados por 8 mundos, não sentimos que o jogos alguma vez tenha ficado difícil como nos títulos anteriores, sendo a progressão agradável e certamente mais dependente da nossa massa cinzenta que destreza com o stylus.

Recomendamos este Hey! Pikmin aos fãs da série, a quem deseja um bom título portátil para jogar durante uma viagem ou aos novatos. Quanto aos veteranos, podem aqui encontrar aqui um snack que os sacie (um pouco, mas não muito), enquanto não for lançado o Pikmin 4.


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