Teste “Kirby’s Blowout Blast” (3DS)

A mascote mais adorável da Nintendo está de volta para a 3DS, e desta vez promete introduzir algumas novidades na fórmula bem oleada das suas aventuras. Originalmente uma co-criação da mente brilhante de Satoru Iwata (o recentemente falecido presidente da Nintendo) quando ainda trabalhava na HAL Laboratories, sempre foi visto como uma héroi secundário da Nintendo, sofrendo debaixo da sombra do fenómeno Mario.

Mesmo assim, Kirby teve direito a aparecer em inúmeros títulos ao longo dos anos, ganhando uma legião de fãs que, embora não tão numerosa como a da estrela italiana, sempre lhe foi fiel. Depois de uns títulos interessantes para a WiiU e 3DS, regressa este verão num jogo que tenta inovar a fórmula, sem no entanto renunciar ao que fez dos jogos anteriores um sucesso.

A principal alteração que os fãs irão notar é que agora os níveis estão muito mais curtos. Aqui o desafio não é tanto chegar ao fim, mas sim conseguir o tempo mais baixo e o score mais alto, onde todas as mecânicas clássicas de Kirby são condensadas em mini-níveis, geralmente concluidos em 2-3 minutos cada.

Como nos títulos anteriores, vamos explorando mundos que contêm entre 4-5 níveis cada. Continuamos a percorrer os níveis linearmente, vencendo os inimigos com os nossos poderes, poderes esses que ganhamos ao sugar-los. Mas tudo isto passa-se agora muito mais depressa, já que cada nível não tem mais do que 3-4 áreas de jogos, às quais acedemos depois de resolver um pequeno puzzle ou vencer um inimigo especial, estando um Boss mais difícil à nossa espera no final de cada mundo.

 

Kirby continua a ter os poderes que sempre teve (saltar, flutuar no ar, sugar inimigos, expelir bolas de fogo), mas todo o foco está agora na rapidez e maneira de chegar ao fim, do que na progressão propriamente dita. Aqui é quase impossivel morrer, e se insistirmos mesmo (mesmo!) nisso, o pior que nos acontece é ressuscitar uns metros ao lado com uma penalidade na pontuação.

O ênfase aqui está no score-attack. É valorizada a rapidez com que chegamos ao fim, a capacidade de não sofrer danos, a quantidade de moedas recolhidas, os inimigos vencidos. Todos estes feitos dão pontos e medalhas, incentivando a rejogar os niveis até conseguir a melhor pontuação possível, no tempo mais reduzido.

Do que jogamos, achamos que as mudanças resultaram num título diferente, mas interessante para um público mais jovem. Unico amargo de boca que temos, e que faz com que não consigamos ficar completamente apaixonado pelo jogo, é a relativa facilidade que não exige grande destreza ou esforço por parte do jogador.

Para concluír, este lançamento tem o mérito de ser um Kirby na 3a pessoa e a um preço reduzido, perfeito para jogatanas de 5 minutos enquanto esperamos pelo autocarro. Não procurem é grande longevidade no título, já que é fácil chegar ao fim do jogo em um par de horas. Fica a ideia que a Nintendo poderia ter ido mais longe e oferecido um título mais ambicioso e com mais “sumo”, até porque os controlos do héroi são precisos e os grafismos são coloridos e alegres.

Existem aqui as bases para um bom jogo de Kirby. Resta agora esperar que a Nintendo o produza…. talvez para a Switch?


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