“Mais Um”: uma comédia romântica, charmosa e divertida para começar o ano

⭐️⭐️⭐️

Maya Erskine e Jack Quaid são um par hilariante e emocionante, pronto para atualizar a fórmula das comédias românticas.

SINOPSE: Os solteiros Ben e Alice decidem encarar o desafio de um verão em que os seus amigos resolverem casar-se aparentemente todos ao mesmo tempo. Para isso, fazem um pacto: irão a todos os casamentos juntos. Alice promete apresentar as mais belas raparigas a Ben que procura a sua cara metade, enquanto ele a ajuda a enfrentar as várias cerimónias depois de acabar um namoro de sete anos.

Qualquer um que tenha visto comédias românticas sabe que, por mais que neguem, a química natural fará com que os “amigos” acabem juntos e apaixonados. Os realizadores Jeff Chan e Andrew Rhymer não são exceção e assumindo a estrutura do género, conseguem apresentar os clichés com leveza, provocação e divertimento… mesmo que o final esteja escancarado desde o início.

Repleto de química e sagacidade entre os protagonistas, “Mais Um” vive de conversas imprevisíveis, momentos de gozo e picardias entre várias personagens e aqueles eventos-tipo dos casamentos que frequentamos, onde a vergonha alheia, o inesperado e a sinceridade chegam nas situações mais inoportunas. O “plus one” entra na foto de família? O que aconteceu primeiro? O pedido de casamento ou a gravidez inesperada?

A maior parte da história acontece em cada um dos 10 casamentos para que são convidados, como se fossem “capítulos”. Cada casamento é único e o casal diverte-se com isso, gozando e vivendo as tradições sociais e familiares, com doçura genuína ou altivez festiva.

Esta maratona nupcial não ofusca o centro da história onde, inicialmente cordiais e fixados no seu acordo formal, Alice e Ben vão-se mantendo na defensiva, ignorando a presença um do outro. Ela porque ainda lida com as dores do fim de um relacionamento, ele porque ainda procura a mulher ideal. E, claro, enquanto observam a alegria dos outros e gozam a loucura e stress que é um casamento, começam a reconhecer os sentimentos um pelo outro.

Com Maya Erskine e Jack Quaid, a energia e ritmo de comédia transpira de personalidade. Alice/Erskine está sempre disposta a invadir o espaço pretensioso de Ben/Quaid, com a sua língua desbocada e comédia física provocadora, que o deixam várias vezes envergonhado. Já quando o argumento muda o foco para Ben, criando-lhe complicações que justifiquem o seu comportamento, perde-se um pouco nas intenções.

Tudo resumindo, entre a sensação que foi “Always Be My Maybe” e o equilíbrio e honestidade deste “Mais Um”, confirma-se que as comédias românticas, com toques modernos e atualizações de humor, estão de volta.

“Mais Um”: nos cinemas a 2 de janeiro.

Crítica: Daniel Antero


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