O Portal do Guerreiro

O Portal do Guerreiro revive os filmes de fantasia dos anos 80, mas com uma roupagem moderna que aponta a várias tribos urbanas adolescentes: bikers, break dancers, fãs de wrestling ou gamers, são misturados nesta produção franco-chinesa escrita e produzida por Luc Besson. Colado ao The Forbidden Kingdom, filme de 2008 com Jackie Chan e Jet Li, também explora a ideia de um adolescente vítima de bullying, a quem é dado um artefacto mágico que o transporta para a China medieval, onde vai aprender artes marciais, apaixonar-se pela princesa guerreira e enfrentar o todo poderoso vilão lá do sítio.

Numa história clássica do outro lado do espelho, onde uma personagem tem de rapidamente se dar aos costumes e enfrentar adversidades, Jack tem também (!) de restabelecer a paz entre dois impérios e tornar-se num mestre guerreiro de Kung Fu. Tudo contra Arun, um bárbaro sarcástico com humor negro, que dá crédito ao antigo lutador de wrestling Dave Bautista, numa interpretação curiosa e engraçada, lado a lado com o seu capanga side kick, que teima em matar as pessoas erradas.

O filme explora os normais gags de “peixe fora de água”, onde Jack é desajeitado na China medieval, e a princesa confiante e ingénua na América moderna, onde prova manteiga de amendoim, gelado, descobre o hip-hop e os deslumbres de um centro comercial.


Com muito kung fu, cgi q.b. à mistura, inglês anacrónico, cenários sumptuosos que até evocam Zhang Yimou e acenos descarados aos nossos filmes de infância, como o Karate Kid,  O Portal do Guerreiro é um filme para adolescentes, inocentemente divertido, com a moral de que podes passar de um nerd de video jogos para o herói glorioso e enfrentar os bullies que teimam em fazer-te a vida negra.

ESTREIA: 20/04/17

 


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