Operação Overlord

Operação Overlord

Operação Overlord é novo filme da Bad Robot, produtora do profícuo J.J. Abrams, que se entusiasmou com a história de Billy Ray (The Hunger Games, Captain Phillips), onde viu um filme militar com personagens à medida de Rod Sterling e sci-fi horror… com um twist final.

 

Uma equipa de páraquedistas americanos incumbida de destruir um transmissor de rádio no topo de uma igreja fortificada, dá de caras com um laboratório nazi… que produz horrores nunca antes vistos.

Julius Avery é o realizador e marca a sua destreza na consistência das personagens, na aventura e a intensidade da guerra. Os diálogos são espevitados, a explanar o background de cada membro da equipa, dando espaço para nos interessarmos e preocuparmos.

 

Com o thriller, o drama e a tensão agrilhoados na primeira meia hora, o caminho para o campo fantástico ficou à distância de uma porta fechada.

E aí abrimos a divisão do body horror, que estende a violência da 2ª Guerra Mundial, e a história do homem em missão passa a algo mais distorcido e imaginativo.

Não criativo e singular, porque as semelhanças com a graphic novel Light Brigade, com o videojogo Wolfenstein, ou os filmes Dead Snow e Frankenstein´s Army são notórias.

Operação Overlord é um filme de atitude série B, como se tivesse sido desenvolvido para servir de boot camp a artistas CGI, para encenar cenas gore… mas com orçamento blockbuster. E com humor e dimensão, feito por argumentistas de topo, com poder suficiente para construírem levar a cabo guilty-pleasures como este.

Um filme para fãs de horror e videojogos.

ESTREIA: 08/11/18


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