Que Loucura de Noite!


Sabem aqueles miúdos de 15 anos que estão a fervilhar de adrenalina, e estão a gritar ao mundo tudo que estão todos bezanas, mas afinal só beberam um shot ? Este filme é isso.


J.K. Simmons é um pai ausente, viciado em trabalho, com muita lábia e ar de hitman que tem um momento de fraqueza. Dentro da sua crise de meia idade musculada larga tudo e vem aos EUA para ver a sua filha.

Ao chegar a Los Angeles, Frank bate com o nariz na porta. A filha não se encontra em casa e não lhe atende o telefone. Desesperado e sem querer ligar à ex-mulher (situação que definiria o fim do filme ao fim de vinte minutos), recorre ao rapaz que conhecera meses antes, à mesa de um jantar refinado…e que arruinou completamente, refutando todos os seus ideais e gozando com o seu estilo de vida.


Esse rapaz é Martin (Emile Hirsch), agora ex-namorado de Ginnie, que ainda lida com uma depressão devido ao término do namoro. Contrariado, terá de ajudar Frank a procurà-la pelas ruas de Los Angeles.



De humor óbvio e esforçado, onde uma série de peripécias desconexas se sucedem, estes dois ressabiados vão-se dar a conhecer, até fazer as pazes entre si e consigo mesmo. O mesmo não vai acontecer aos próprios actores, pois foram envolvidos num guião previsível, com a realização sofrível de Gavin Wiesen e não se vão perdoar tão cedo.



Situações com JK Simmons a segurar uma pistola dildo ou a vestir uma t-shirt justa cor de rosa, ou Emile Hirsch a justificar a presença dum bongo em sua casa, são o mínimo, quando comparada com a desadequada interpretação de Taran Killam (actor de Saturday Night Live), que parece ter gravado todas as suas cenas numa tarde e arrastou consigo o talento de Kristen Schaal. Junkie e com problemas amorosos é o “tal” miúdo, demasiado bêbedo para ser verdade, de quem ninguém tem paciência.



Ao vermos isto, deslocamos o nosso interesse e passamos a aguardar um grande twist. Que segredo esconde Frank sobre a sua profissão? Estará Ginnie raptada? O que é que sabe Martin?

Mas não. Tudo corre às mil maravilhas quando decidem ligar à ex-mulher de Frank e descobrem o paradeiro da filha. Fim.



Que Loucura de Noite! tem no carisma de Hirsch e Simmons o seu forte, mas como comédia indie não se encontra e na possibilidade de ter um ritmo como a trilogia Ressaca, anda demasiado perdido.

É como aqueles miúdos em que dá vontade de dar um “calçudo” e mandar ir para casa dormir.

ESTREIA: 17 AGOSTO


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