Samurai Jack – Temporada 5 | Episódio 2

Neste novo episódio, Aku aparece e traz-nos um novo detalhe da sina de Jack!

O segundo episódio começa com a parvoíce a que estávamos habituados: o metamorfo Aku acorda, coloca as suas sobrancelhas de fogo, como quem vai à gaveta buscar as lentes de contacto…e levanta-se com aquelas delongas de quem tinha de ir para a escola ainda de noite, para a primeira aula da manhã.

Espreguiça-se e recebe os seus súbditos, que lhe trazem oferendas de adoração (mas ele está mais preocupado que eles desapareçam,  pois estão a sujar-lhe o chão)…e os seus cientistas, com um mega robô de destruição (que Jack vai rebentar com um só golpe). Mas Aku, sinceramente, não dá um chavelho por estas coisas e expulsa toda a gente,  para se poder deitar de novo na cama feita divã, para ter uma conversa séria com o seu psicanalista, qual Tony Soprano das profundezas e dos portais temporais.

A conversa entre ambos,  (ou entre Aku e a sua imaginação), exploram o conundrum do não envelhecimento de Jack e do aborrecimento de Aku: este fechou os portais do tempo, para Jack deixar de chatear Aku, e acabar por morrer de velho…mas com os portais fechados não há tempo…e Jack não envelhece.

Aku desespera e funde-se na sua cama, sem solução.

Descrevi um pouco mais esta sequência,  para se perceber a toada non-sense e humorada com que o episódio começa…pois nada nos prepara para o que aí vem: as sete filhas de Aku descobrem Jack, destroem-lhe a armadura e encurralam-no num templo cheio de passagens secretas e túneis de água…e só vão descansar quando o enfrentarem em mais uma luta de recorte e design de luz e sombra de grande dinamismo.



Até que o encontram. Num grande átrio repleto de sepulturas,  numa sequência majestosa, claramente homenagem à cena “Ecstasy of Gold” de “O Bom, o Mau e o Vilão” de Sergio Leone,  quando Eli Wallach percorre as campas em busca do tesouro enterrado.  Mesmo a música aqui entoada é uma clara alusão furiosa ao tema ícone de Ennio Morricone…

Só que as irmãs destroem a sepultura certa, retomando o combate até um momento inesperado, talvez o mais negro de todas as temporadas: desespero, tensão, suspense e um acto atroz que te vai deixar na ponta do sofá…

Watch Out!


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