Star Wars: The Last Jedi – visto pelo lado Jedi da Força 

Esta review é vista pelo olhar de um Jedi puro, e bem comportado.

Star Wars: The Last Jedi é o piscar de olho à aventura; é o entusiasmo e a excitação de garoto; é a dissimulação aos fãs, assumindo os erros e construindo novos caminhos. É assumir as novas influências na fantasia e no sci fi, quebrando ciclos e fechando outros, onde as matérias do séc. XXI que foram criadas por influência de Star Wars, influenciam agora o franchise com magia e modernidade.

Rian Johnson é fã, é apaixonado pelas personagens e pelos actores que as representam. Nesta iteração, foi o que mais me sensibilizou: Mark Hammill tem o respeito e admiração que merece, enquanto a figura épica da fantasia Luke Skywalker… e como Mark Hammill, membro incontornável do mundo geek. E Carrie Fisher, a nova princesa Disney que agora vive no mito, como General Leia Organa é  uma força extra-corpórea poderosa, espiritual…que vence o espaço e retorna aos seus, para os guiar em fuga das trevas.

Segundo filme da trilogia que irá estabelecer Han Solo, Leia e Luke como a Santíssima Trindade, Star Wars: The Last Jedi, continua a saga dos nossos novos discípulos.

Com várias histórias, onde duplas de personagens se vão descobrindo e desequilibrando a Força, são vários os arcos narrativos com objectivos gorados. Mas a Força é feita de balanço e o erro só os faz mais fortes.

Kylo Ren (Adam Driver) enfrenta Snoke (Andy Serkis)  na liderança da Galáxia…e o General Hux, mas esse é um coitadinho…

Rey (Daisy Ridley) parte em busca dos ensinamentos de Skywalker;

Poe (Oscar Isaac) e Fin (John Boyega) vêm o seu bromance interrompido por momentos, separados pela estratégia de salvarem a frota da General Leia Organa dos ataques do General Hux. E com um novo membro na equipa: Rose Tico (Kelly Marie Tran), uma técnica da Resistência que sabe mais do que eles todos juntos e no final do filme já tem poder de decisão sobre as acções do mini-exército…detalhes.

Fin e Rose vão em busca de um hacker que os ajude (Benicio del Toro é aqui o nosso mercenário de serviço, com o charme de Han Solo, alguma excentricidade e aquele sentido de aventura e risco, que nos fazem adorar esta saga);

Poe lida com a enigmática Admiral Holdo (Laura Dern), que na ausência de Leia, comanda a Resistência.

E ainda, como o sabre de luz que divide a força: Kylo e Rey em perfeita sintonia, seduzidos entre si, como adolescentes amargurados em auto-descoberta, vão comunicando entre si telepaticamente galáxia fora… Sim, conseguem comunicar entre si e conseguem reproduzir espectros…aliciando-se um ao outro para o seu lado virtuoso.

Depois de em Rogue One, Chirrut Imwe (Donnie Yen) ter-nos expandido as possibilidades da Força e justificado a azelhice dos Storm Troopers, ao caminhar por uma chuva de explosões sem ser atingido, neste oitavo filme tudo ganha uma dimensão astral e soberba, tanto na aplicação da Força, como na sua magnitude.

E todos convergem para uma batalha final, onde a centelha da Resistência aguarda a chama do Último Jedi, para enfrentar o poder desequilibrado, raivoso e sem estratégia de Kylo Ren.

Neste momento, faço uma pausa. Porque dois pensamentos me atravessaram durante esta cena: “Limpa o ranho a esse garoto!” e “Master Skywalker Hamill, destrói essa besta” !! Ambíguo, mas sinto que representa o excelente trabalho de Adam Driver como vilão e claro, a apoteose de uma figura com a qual nos identificamos durante anos: desde a protecção de Obi Wan, aos ensinamentos de Yoda, a descoberta da sua Força interna e familiar, a passagem a professor e proclamador de uma doutrina…e agora O todo-poderoso mestre Jedi.

O desfecho da luta fica para vocês.

Com magia, charme, astúcia, humor, aventura, algum desequilíbrio narrativo, paixão e balanço na força, Star Wars: The Last Jedi é a essência refinada da saga de George Lucas, que definiu o blockbuster e re-padronizou o arco de um herói no cinema.

É a aposta ganha sobre Rian Johnson, de quem aguardamos as melhores notícias para uma futura trilogia.

E é a alegria do reencontro de Luke e Leia, Hammill e Fischer, nós e eles, nós e a Força.

May the Force be with you.

 


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