The Only Living Boy in New York

500 days of Summer é uma comédia romântica de culto. Aquele tipo de filme que não tens vergonha de dizer que viste num domingo à tarde. Animações, humor quirky, edição MTV e criatividade de videoclip numa longa-metragem que não se leva a sério.

Para onde é que foi o realizador que nos trouxe esse brilhozinho nos olhos de Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Lewitt? Não sei, mas neste The Only Living Boy in New York, Marc Webb mais parece um Woody Allenzinho (como dizia o Herman José) a tentar respirar uma New York de tempos idos, sem saber como transmitir a sinceridade e nostalgia da música de Simon & Garfunkel que empresta o título ao filme. A sério, um filme que anuncia confissões amorosas à chuva, já nos prepara para o role de clichés que aí vem.

Com Jeff Bridges, Pierce Brosnan e Kate Beckinsale, o destaque vai para Callum Turner no papel de Thomas Webb, o jovem pedante e privilegiado que habita as ruas da Big Apple, com citações de grandes escritores na ponta da língua e cheio de ambições existencialistas que para nada servem.

Sem mentor na sua vida, procurando o seu caminho de escritor, vagueia pelas galerias de arte e pelos clubes, aguardando a sua coming of age story rocambolesca que te vai fazer revirar os olhos.

Que é esta:

O mundo de Thomas começa a transformar-se quando descobre que o pai (Pierce Brosnan) está a ter um caso com uma sedutora mulher mais nova (Kate Beckinsale).

Determinado  a  pôr  fim  à  relação,  Thomas  envolve-se com  a  amante  do  pai,  dando  início  a  uma  cadeia  de acontecimentos que vão mudar tudo aquilo que ele pensa saber sobre ele próprio e sobre a sua família.

E o que ele sabe ou não sabe envolve o grande Jeff Bridges, no papel de W.F. Gerald, o tal guia conselheiro de vão de escada e apartamento vazio, que Webb tanto precisava…e o vai influenciado paternalmente no amor e na vocação.

Macio, insosso, sem profundidade e tão preguiçoso como eu ter feito copy paste da sinopse ali em cima, The Only Living Boy in New York ecoa a The Graduate misturado com o Sexo e a Cidade, guiado pela voz off de Jeff Bridges e uma banda sonora aplicada de forma demasiado literal…

A música de Simon & Garfunkel sai daqui envergonhada e vai com certeza relembrar o seu uso em Garden State de Zach Braff

 

ESTREIA: 16/11/17


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