A review análise de Uncharted The Lost Legacy PT Portugal

 

Como todos sabemos, não é realmente verão sem um filme blockbuster ou uma canção pop na rádio… ou um videojogo que sabe a Agosto. É precisamente para preencher esse espaço que a experiente Naughty Dog lançou o Uncharted: The Lost Legacy.

Depois da épica experiência de Uncharted 4, a Naughty Dog decidiu dar descanso a Nathan Drake e fazer um Spin Off com um jogo stand alone que explora duas personagens do universo Uncharted. Chloe e Nadine foram as escolhidas… e devo dizer que a química entre as duas é tão bo , que até me fez esquecer os diálogos entre Nathan e Sully.

A história de Uncharted: The Lost Legacy decorre na Índia. Com cenários incríveis, tal como os jogos anteriores nos habituaram, estão cheios de peripécias, dignos de clássicos do cinema com Indiana Jones, Em Busca da  Esmeralda Perdida ou Jóia do Nilo. Peguei no jogo e fui praticamente de início ao fim numa rodada, e era precisamente aquilo que eu queria (!) para jogar numas curtas e atarefadas férias. A fórmula de seis a oito horas parece ser mesmo o ideal. Podemos sempre voltar atrás para a caça de tesouros e colecionáveis, e assim dar mais longevidade ao jogo.

O único senão…. é que apesar de Chloe se mostrar mais profunda e interessante do que por exemplo a sua aparição em Uncharted 2 Among Thieves, faz lembrar a história do primeiro jogo, em que o protagonista Nathan persegue o rasto dos seus antepassados,  para encontrar o tesouro. Aqui Chloe é mais altruísta nos seus motivos, mas ainda assim, a determinada altura, pareceu-me um pouco algo que eu já tinha jogado em tempo.  

A floresta é talvez a paisagem que melhor serve o level design de um jogo Uncharted. Agarrando em assets do penúltimo jogo, a Naughty Dog  conseguiu mais uma experiência onde a acção É da Boa!, com quedas já expectáveis, perseguições épicas sempre bem apimentadas com piadolas, contrabalançadas por puzzles metódicos e bem desenhados.Aliás, este para mim é um ponto forte no jogo. Foi dado ênfase aos puzzles, que pautam perfeitamente o ritmo do jogo. Alguns mais complexos do que o habitual, mas até nos premeiam com um acessório para quem quiser platinar Uncharted: The Lost Legacy… e se és desses, vais achar um mimo!

O jogo faz também um esforço para ter uma área um pouco mais vasta onde Chloe e Nadine podem explorar livremente os templos e riachos. Talvez por The Legend of Zelda: Breath of The Wild ter aberto uma porta aos jogos de exploração, onde podemos trepar tudo e mais alguma coisa, por vezes senti frustração ao dar voltinhas para chegar a um sítio que consigo ver de longe… mas lá chegar é como tentar fugir ao trânsito em hora de ponta.

Ainda não tive tempo para aprofundar os modos de jogo Multiplayer e Survival, mas pelo que joguei assenta no frenesim de Uncharted 4. Não percas o Let´s Play destes modos aqui no site.

Uncharted: The Lost Legacy presta homenagem ao franchise que carrega este título há  uma década, aguça a curiosidade do que poderá ser o seu futuro… com personagens oriundas de outros jogos. Para o jogo vendido como uma pequena experiência, os fãs vão ser mimados com o que é para mim um jogo completo… e que em nenhum momento me lembrou que era uma expansão da Naughty Dog.

 


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