VIRAL

Subúrbios, cambada de adolescentes e vermes que controlam mentes? Com esta ideia, Henry Joost e Ariel Schulman, responsáveis pelos Actividade Paranormal 3 e 4, entram em modo Invasion of the Body Snatchers e trazem-nos um filme de horror, onde as irmãs Emma e Stacey têm de enfrentar o apocalipse.

Em Viral,  uma vila do sul da california serve de modelo para nos apresentar o que está a prestes a acontecer em todo o mundo: uma espécie de ataque das lombrigas assassinas, dispostas a invadir os corpos humanos, levando-os a um estado zombie cheio de convulsões.

Tudo começa com footage real usada fora de contexto, onde Barack Obama como que comenta que as notícias de uma epidemia global, são infundadas e não são alarmantes. Vamos sendo informados de que o aumento do apetite, febre, tonturas e tosse sangrenta são sintomas que se vão propagando nas pessoas, que é contagioso e que várias cidades estão a ser colocadas em quarentena. Até que tudo chega a Shadow Canyon, a vila das duas irmãs, que já têm muito com que lidar: a adaptação a um novo local, novas pessoas, novos namorados…e o casamento dos pais a desmoronar-se.

Ao invés de cientistas e tecnologia para encontrar a cura, Joost e Schulman optam por centrar os medos e as descobertas na irmã mais nova Emma, (Sofia Black-D’Elia inocente e vítima q.b.) , que se vê de repente sem os pais, (impedidos de entrar na cidade) e a irmã, com quem ela não se dá assim tão bem…infectada. Então, desde a protecção da irmã, ao confronto com “zombies” já formados, passando pelas descobertas emocionais de que a família já não está tão unida como julgava, Emma tem de se superar para proteger os seus e conseguir sair da cidade. Porque, sem qualquer aviso, o exército não está disposto a deixar pontas soltas…

Com alguma tensão, humor e decisões sem responsabilidade, as cenas mais impressionantes são as mais nevrálgicas ou salivares (filmadas em grande plano), próprias da condição humana e dos hábitos adolescentes, que frente a uma epidemia emergente, pouco fazem para se proteger. As nossas criaturas, que vão de vermes a um punhado de criaturas que brotam da boca dos zombies, são da Blumhouse, produtora referência, que deixou o splatter e o visceral de fora, para vingar a ideia viral no espectador.

Embora com um nome que indicia algo mais, Viral marca bem o seu público, com uma narrativa e estilo pronto para uma tarde de cinema em que não haja aulas, alguns sustos para te rires daqueles que se assustaram e uma barrigada de pipocas.

ESTREIA: 11/05/17


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